Sempre em Crise
Eu desisto. Não dá pra segurar. É um segredo: Não consigo parar de escrever, ler e pesquisar. Não posso evitar. Mas deve ter um lado bom: numa sociedade onde poucos escrevem, eu declaro essa anomalia. Só queria ter mais tempo, mais inspiração e mais recursos. Quam sabe até mais reconhecimento?
Queria mesmo era ganhar dinheiro com isso. Mas a inspiração não me deixa parar. Só que ela demora a vir de vez em quando. Quando a gente gosta de uma coisa, faz até de graça (diz o ditado). Mas fala sério: quantos têm esse privilégio?
Muitos gostariam de estar aqui, sentado, refletindo ideias, fazendo uma das coisas mais facinantes e que nos torna humanos!
E vocÊ? Alunos, amigos, fãs, escrevam também! Dêem notícias. Notícias novas, velhas, inóspitas, mas tentem! Que tal?
Obrigado pela paciência!
O sempre em Crise comemora neste mês, 3 anos de vida!
Muita crise ainda há pela frente.
Até breve!Marcadores: desenvolvimento, notícia

Google anuncia novo e-mail
Quais são os maiores desafios do Wave, o novo produto do Google que quer unificar e-mail, messenger, fotos e demais ferramentas de comunicação na web
O Google trabalha em mudanças radicais para tentar mudar a maneira como falamos uns com os outros na internet. Mas não será nada fácil. O novo produto de comunicação da empresa, o Wave, anunciado nesta sexta-feira, 29, (mas que ainda não tem data de lançamento) é um e-mail com novos elementos, como instant messenger, o galerias de fotos, widgets e jogos.O Wave aparenta ser interessante e, se for lançado, pode algum dia se tornar um grande divisor de águas e tornar-se um problema para quem vende e-mails mais tradicionais (Microsoft) ou empresas que focam em mensagens instantâneas (Facebook ou Twitter). Mas isso não será tão cedo, já que muita coisa precisará acontecer para o Wave chegar lá.O princípio básico do produto é de ser uma plataforma open-source e gratuita do Google, que pode ser atualizada por outras empresas.
A grande questão é: como o e-mail do Google está tentando substituir duas das ferramentas mais universais da internet - o e-mail e o instant messenger - ele precisará ser muito disseminado para ter efetividade. Em outras palavras, para o Wave ser útil, todo mundo com quem você se comunica precisará ter uma conta do Google Wave que seja checada regularmente.Outro obstáculo é a mobilidade. As fotos divulgadas do Wave parecem bonitas em nossos monitores, mas metade das nossas atividades com e-mail são via telefone. Pelo que se aparenta, o Wave não irá funcionar no iPhone, por exemplo. No momento, o Wave é uma ideia embrionária. É uma mudança muito maior do que o Gmail, lançado em 2004. Mas segue um pouco longe de se tornar um produto disseminado que substitua e-mail, Messenger e as outras ferramentas que usamos para nos comunicar.
Notícia de Dan Frommer, editor da Business Insider, para Advertising Age no M&M on line.
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Lula e o SifuComeçou a corrida da Globo para fazer oposição ao Governo Lula. Depois de Fernando Henrique com suas incontáveis ladainhas da retórica, podemos, pela primeira vez, entender claramente o que um presidente diz.
Eu me refiro ao sonoro ‘Sifu’ pronunciado pelo companheiro Lula há alguns dias e anunciado pelo Jornal Nacional como um grande afronta os bons costumes da língua portuguesa. Alguns intelectualóides até andaram falando que o Lula não deveria ter falado daquele jeito, ou não deveria falar termos “chulos”. Daí eu fiquei pensando... Será que a Globo e os intelectuais esqueceram quando FHC chamou os aposentados de ‘vagabundos’? Ou quando Itamar Franco apareceu ao lado de uma modelo ‘sem calcinha’? Eu garanto que o povo não esqueceu todos esses episódios.
Mas fala a verdade: todo mundo solta um ‘sifu’ de vez em quando. Quem ainda não falou, que jogue a primeira pedra. Não sejamos hipócritas! Eu acho melhor ouvir um ‘sifu’ de vez em quando do que agüentar o Faustão exalando ‘Porra’ toda hora no Domingão. Haja paciência!
Para o pessoal da Globo se situar, veja um dado que julgo importante:
Segundo pesquisa da Datafolha, a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu recorde: 70% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom. Se considerarmos que 23% disseram que era “regular”, são 93% que, de certa forma aprovam o governo e apenas 7% de rejeição. Uau!
Precisa falar mais?
Até breve.
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Para cada uma tendência, há uma contra tendência.
A internet propicia a Economia Satrbucks, graças a rede mundial de computadores. A maneira pela qual as pessoas vendem mudou ao reunir grupos dispersos. A maneira pela qual as pessoas vendem mudou ao reunir grupos dispersos geograficamente. Da mesma forma, o custo da produção de bens personalizados reduziu-se, pois a manufatura está mais eficiente e tornou-se mais econômico produzir bens customizados e, por fim, as pessoas determinaram que seriam ser diferentes – vestir-se, agir, viver, consumir diferentemente. “a sociedade é uma massa de contradições e as que privilegiam as micro tendências são aquelas que valorizam a individualidade. Para cada tendência, há uma contra tendência”, diz Penn.
Algumas micro tendências - acredite se quiser!
Enquanto há no mundo mais pessoas seculares que crêem na tecnologia e na ciência, há outras que buscam um sentido para a vida na religião;
Grande parte dos países desenvolvidos, estão tendo aumento na população de idosos. Essa população aumenta mais do que as doenças;
Os casais estão adiando a chegada dos filhos, casais com apenas uma criança, casais sem filhos mas com bichos de estimação, pessoas morando sozinhas ou com irmãos. Nos EUA, o índice de solteiras subiu de 30 milhões em 1970 para 55 milhões hoje. Elas lideram a estrutura familiar e isso impacta mercados imobiliários, de tecnologia etc.;
No Brasil, os consumidores acima dos 50 anos têm poder de compra e é onde 45% da força de trabalho é feminina. Nos Estados Unidos, as mulheres nascem numa proporção menor, mas os homens vivem menos e a quantidade de homens homossexuais do que mulheres na mesma opção.
As mulheres se conectam mais a internet do que os homens. De acordo com o instituto eMarketer, internautas mulheres somam 100 milhões nos EUA, contra 93,5 milhões de homens. Segundo Penn, uma micro tendência batizada de Car-Buying Soccer Moms, algo como mães motoristas, levam seus filhos ao futebol, caracteriza-se pelas mães que moram em subúrbios das grandes cidades norte-americanas, forma as responsáveis pelo surgimento do boom das mini-vans. Para Penn, o segmento das mini-vans está morto ou prestes a morrer, pois são carros que gastam muita gasolina, o que contradiz o interesse cada vez maior das compradoras por carros SUVs, notórios beberrões. Diz Penn “enquanto as mulheres são a maioria das compradoras de automóveis na America, a maioria dos anúncios são direcionados aos homens, em programas masculinos, como a final do campeonato de futebol. As montadores de veículos acreditam que este é um segmento dominado por homens e não atualizam seus concessionários para atendê-las”.
Em cinco milhões de lares americanos, 63% do total, há ao menos um animal doméstico. É duas vezes o percentual de famílias com crianças, 30%. É uma mudança de estilo de vida que também acontece no Brasil e movimenta milhões. Só em produtos e serviços para pets os norte-americanos gastaram 38,5 bilhões de dólares em 2006. Aqui no Brasil, estima-se que haja 29 milhões de cães de estimação que usam a renda disponível das pessoas sozinhas, casais novos e maduros quando os filhos saem de casa. Sãos os Pet Parents, que mimam animais de estimação, consumindo uma miríade de produtos e serviços;
Em 1980, uma a cada 23 crianças nascia em famílias em que o homem tinha 50 anos ou mais, em 2002, a proporção foi de uma em cada 18. são pais de primeira viagem que adiaram ao máximo a chegada do herdeiro, ou pais de segunda viagem. Seja como for, a experiência da paternidade torna-se bem diferente das dos pais jovens e também a experiência familiar de consumo. Eles dão presentes de maior valor aos filhos, por exemplo. Os pais mais velhos são um nicho das micro tendências;
Na Europa acontece um fenômeno curioso: na Itália 82% dos homens com idade entre 18 e 30 anos ainda vivem com os pais. A fecundidade européia está em queda, a quantidade de lares com casamento tardio ou nenhum casamento aumentou, os filhos são poucos ou nenhum. A Europa sem imigração – se está tendência persistir- se tornará despovoada;
Uma tendência que está se provando equivocada, é de que pessoas trabalhariam menos. Quanto maior a abundancia mais se trabalha. Se a opção for entre trabalho e família, as pessoas preferem ir o escritório. Atualmente cinco milhões de pessoas com idade de 65 anos estão na ativa, duas vezes o que era na década de 80. “é preciso reavaliar como será a próxima geração de idosos. As implicações disso são enormes, são pessoas com mais energia e tempo. Pessoas acima de 50 anos estão dominando o consumo, mas a ênfase das empresas e da propaganda continua sendo os jovens.
Quase 60% dos trabalhadores americanos tiveram um romance com colegas de trabalho em 2006, um aumento de 47% em relação a 2003. O local de trabalho é cada vez mais um ambiente social. As pessoas também viajam mais para trabalhar. Hoje, pelo menos 3,4 milhões de pessoas viajam pelo menos 90 minutos por dia contra 1,8 milhões da década de 90. Nesse sentido, os carros são micro universos. Há nichos de mercado a serem explorados para esse ambiente. Pessoas nesse nicho se preocuparão em comprar carros mais econômicos e híbridos.
Também os home-offices são uma tendência contínua. Os Stay-at-home Workers, que se somarão aos 4,3 milhões que já trabalham em suas casas, percentual 23% maior do quem em 1990. um mercado promissor é o de videoconferências, que atende aos 2,5 milhões de casais casados, mas que vivem separados em razão do trabalho ou do estudo. Número que era de 1,7 milhões de casais em 1990.
Breve, novo post sobre as contra tendências. Aguarde.
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