terça-feira, maio 20

É hora da mudar
A General Motors do Brasil está enviando dividendos à matriz nos Estados Unidos, que passa por severa crise. Incluindo as operações financeiras, o grupo teve prejuízo de US$ 3,25 bilhões no primeiro trimestre. Já a região liderada pelo Brasil obteve o maior lucro dentro da empresa, de US$ 517 milhões.
Em tempos difíceis, investimos pesadamente no Brasil, e neste momento é a GM brasileira que está pagando dividendos, disse o presidente mundial de operações da montadora, Fritz Henderson. Ele chegou ontem ao País para participar, hoje, da comemoração dos dez anos da fábrica de Gravataí (RS) e da marca de 1 milhão de carros produzidos na unidade.
Número dois no comando da maior montadora americana, Henderson é o segundo executivo do alto escalão da indústria automotiva a visitar o Brasil nos últimos dias. Na semana passada, o presidente mundial da Volkswagen, Martin Winterkorn, participou, em São Bernardo do Campo (SP), da inauguração de um centro virtual de desenvolvimento de carros e da cerimônia que marcou a produção de 18 milhões de veículos da marca no País. O mercado brasileiro deve bater novo recorde vendas este ano, com quase 3 milhões de unidades. Em 2007, foram vendidos 2,45 milhões de veículos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
No portal da Revista Exame, há uma entrevista como Alberto Saraiva, do Habib's que comenta sobre uma coisa simples: controlar despesas. Será que a GM não tem nada a aprender com Saraiva?
Veja: http://www.truetech.com.br/webtvconsole/usuario/webtvconsole.php?console=30&canal=23&video=1586
Danilo Mota
Marcadores: crise, Informação, mercado
terça-feira, outubro 2
A Era do Nicho

Variedade x Decisão
Será que entramos numa era em que as escolhas não terão mais fim? Observem que hoje, a qualidade e preços semelhantes e a variedade de produtos aumentaram bruscamente. Como Tofler disse, as informações aumentaram de forma brutal, mas a nossa capacidade e discernimento para decidir, não acompanharam essa lógica. É por isso que as musicas não emplacam mais com tanta força, as roupas e a moda estão se fragmentando e se globalizando ao mesmo tempo e o buzz marketing voltou em evidência. Há a demanda pela cultura de massa, mas parece que ela está perdendo força. Como diferenciar-se então?
Entender muito bem os mercados, saber segmentá-los e identificar nichos nunca foi tão importante. E isso não é tão fácil quanto parece. Eu por exemplo estou tendo dificuldades em identificar um nicho para certo mercado em que eu estou tentando entrar. Os nichos são como minas de ouro, difíceis e raras de serem encontradas. E elas só são encontradas através de muita percepção e análise.
Algumas verdades inconvenientes
1 - A criatividade e a inovação estão mandando os mercados. Não acredita? E o exemplo da Apple com seus aparelhos focados no design e inovação?
2 - A capacidade de aprendizado. Como Peter Senge (e-learning) já sugere a capacidade de aprendizado está determinando também as estratégias empresariais. Veja o exemplo da IBM que vendeu todo o seu know-how de hardware e está focando cada vez mais em serviço. A capacidade de aprender e desaprender estão se tornando sine qua non.
3 - A democratização de tudo. Está se tornando impossível também impor alguma coisa. As pessoas estão refratárias a muita balela. Um exemplo é a industria de música que sempre impôs regras no mercado e hoje está em estado de demolição. As pessoas estão comprando mais musica? Não, pelo contrário, em princípios de 2006
[1] o Ipod já havia vendido 42 milhões de aparelhos e 1 bilhão de faixas musicais pelo Itunes, média de 24 faixas por aparelho.
As vendas de CDs caíram 20% desde o lançamento do iPod. Os usuários estão enchendo seus HDs de músicas e compartilhando-as com amigos. E isso está ditando o mercado. Por que então que a industria de música ainda não mudou? Por que sua margem mundial de vendas de CDs ainda é alta e não chegou nas classes pobres. Porém, nas classes pobres existe um outro problema para a indústria de música que é a pirataria.
Outros mercados vêm sofrendo com a mudança do poder trocando de mão. O cliente que antes era obrigado a comprar o que tinha, hoje compra se der na telha e, pra fazê-lo, pesquisa muito, informa-se, pega referências e etc e tal.
Emfim resolvi escrever estes insights pra provocar uma reflexão em relação a todas as nossas atividades, empresas e na sociedade. Será que os outros mercados, como o de petróleo, por exemplo, não estão começando a sofrer o mesmo efeito dos mercados de mídia. A pressão ambiental e da sociedade não serão determinantes para a sobrevivência deste segmento? Cabe pensarmos.
Danilo Mota
[1] A Cauda Longa de Chris Anderson. Editora Elsevier.
Marcadores: Informação, mercado, Mídia
quinta-feira, setembro 6
Reflexões da crise

Vença todo dia daqui pra frente!
Andei refletindo sobre o valor das coisas. Valor do trabalho, da vida, da crise que nos cerca. E acerca disso escrevo abaixo alguns insights adaptados de uma entrevista de Tom Coelho ao portal Catho on-line.
A propósito, para enfrentar a crise, também postei ao lado uma linda reflexão em forma de arte de Salvador Dalí.
Invente o futuro: O desafio agora é explorar o futuro. Pensar, repensar, reinventar Não apenas objetos e processos, mas a si mesmo. Dar asas à imaginação. Fechar os olhos e vislumbrar cenários e tendências.
Crie uma cultura de inovação: Saia do comum, leia livros que vc nunca leu, pegue um espelho e veja a sua rua ao contrário. Estimule o humor, a diversão e a amizade.
Faça perguntas: Tente imaginar o mundo daqui a vinte anos.
Caráter e coerência: envolve também a ética. Faça aquilo que diz ou suas ações irão te denunciar.
Evite o padrão: na diversidade é que está a chave para a formação de idéias. Envolve diálogo. Envolva-se com projetos que o evidencie. Promova a discussão e a parceria.
Busque a simplicidade: o ser humano tem uma tendência a complicar as coisas. Comece a simplificar. Envolve design, leveza, estética, arte....
"Você precisa ser a mudança que deseja ver." (Mahatma Gandhi).
Um bom fim de semana.
Marcadores: mercado, reflexões
segunda-feira, setembro 3

A crise no SL continua.
Recentes notícias dão conta que o SL não era aquilo que muitos internautas e consumistas pensavam. Já há alguns posts atrás eu venho acompanhando o declínio do SL, mas agora parece que a crise está ficando em estado crítico. O esvasiamento do programa e a crise das bolsas que vêm acometendo os EUA obrigaram a Linden Labs, detentora do programa a bloquear saques no seu banco virtual, o Ginko Financial.
A lição deixada por essa situação é clara: devemos ter cuidado ao achar que tudo o que a mídia de massa nos joga será um sucesso ou será um hit. Isso na internetologia moderna, pra mim tem um nome: produtos de consumo rápido. A moda americana e do capitalismo de ciclo de vida curto de produtos e coisas do tipo, devem ser olhadas com desconfiança. Não devemos engolir qualquer coisa que nos mandam. Principalmente se essa coisa vier do mercado americano, que é o grande detentor de backbones da internet. Eles controlam quase tudo e querem entrar nas nossas mentes e induzir o consumo.
Na minha humilde opinião, a dificuldade do Second Life está na sua linguagem. Direcionado para um público com algum dinheiro pra gastar, o programa excluiu grande parte dos usuários. Num mundo de mudanças rápidas e muita informação, a falta de simplicidade do SL é um fator crítico. O programa inteiro é complicado.
Ainda bem que existem blogueiros atentos dispostos a pesquisar e alertar os usuários da rede com informações de relevância e fazendo uma internet democrática sim, mas com respeito ao pensamento crítico.
Blogueiros uni-vos!!
Marcadores: marketing, mercado, Second Life
terça-feira, agosto 28

O google não pára de inovar.
O sistema ainda é novo mas já assusta pela novidade. O Sky - extensão do Google Earth - é o novo serviço do Google para observar agora o universo.
Uma das funções Sky foi batizada de Quintal Astronômico. Ela destaca as estrelas, as galáxias e as nebulosas que podem ser vistas a olho nu ou com o auxílio de binóculos e pequenos telescópios. Tem como objetivo ajudar as pessoas, principalmente os astrônomos amadores, a reconhecer com maior facilidade áreas do céu à noite. O programa conta com 120 fotos em alta resolução, feitas pelo telescópio Hubble, a mais potente máquina usada para produzir imagens do espaço. Foi com a utilização desse equipamento que os pesquisadores conseguiram comprovar a existência de buracos negros no núcleo das galáxias e entender o processo de nascimento e morte das estrelas. Quando se clica sobre uma dessas fotos, a tela mostra um quadro com textos informativos, retirados do banco de dados da agência espacial americana, a Nasa. O programa também está conectado diretamente à Wikipédia, a enciclopédia da web.
Ainda: O Sky permite observar a trajetória desenhada no céu pelos planetas do sistema solar durante um período de dois meses. É possível, por exemplo, localizar Netuno no firmamento em um determinado dia e hora. Ou identificar a posição da Lua e mostrar em que fase estava o satélite naquele momento. Os astronautas virtuais podem ainda usar o Sky para fazer turismo pelas galáxias saltando da Via Láctea para Andrômeda ou para as Nuvens de Magalhães. Ou até realizar uma jornada passando por todo o ciclo de vida de uma estrela. Para colocar o universo dentro do computador, o Sky utilizou imagens da Nasa e de seis observatórios internacionais. Por meio de softwares específicos, as fotos foram agrupadas umas ao lado das outras até que se formasse uma imagem nítida de cada recanto conhecido do universo – uma construção semelhante à executada com as imagens de satélite da superfície da Terra no Google Earth.
- Notícias recentes do Google que não pára:
O Google comprou a empresa de anúncio online DoubleClick por US$ 3,1 bilhões;
Google é a marca mais valiosa do mundo, segundo pesquisa encomendada pelo Financial Times;
Ajuste no design do Orkut dá roupa nova ao site;
Uma das novidades mais impressionantes do Google, com 200 milhões de downloads, é o programa de mapas Google Maps Street View. O recurso permite que uma pessoa observe uma rua – com as fachadas das lojas, as casas e os carros – como se estivesse circulando pela calçada. É possível realizar giros de 360 graus.
É crise.
Marcadores: inovação, internet, mercado
quinta-feira, agosto 23

Sempre gostei de desenho e ilustrações em geral, e, com a entrada da internet, surgiu no universo da arte a ilustração digital. É uma atividade um pouco nova e portanto, um pouco amadora. Porém, encontramos ilustradores que nos fazem refletir com sua arte. Um deles é Jonathan Wong, um irlandes que projeta nas imagens digitais a essência da arte. Aqui neste post, uma imagem de uma de suas criações. Acesse o site e veja mais:
http://www.artofwong.com/Viva o Belo!
Marcadores: design, mercado
quarta-feira, agosto 22

A Mídia de Massa em Crise
De vez em quando eu fico vasculhando a net pra achar matérias pra minha monografia, que aborda sobre a tendência de declínio das mídias de massa. Bom, dentro desse contexto, achei no site da Catho, uma entrevista de Sonia Abrão (brrr!) comentando sobre a crise na TV. Isso reforça a idéia de que há uma possibilidade (tomara) de que os grandes conglomerados de mídia sucumbirão ao poder da Era do Cliente.
Esse mote também é levantado por Cris Anderson, no seu consagrado livro A Cauda Longa, que dentre outros, aborda que os mercados de massa não vão morrer, mas vão perder muito espaço para nichos que estão ainda obscuros no mercado. Kotler também já abordou esse tema: A segmentação cada vez mais precisa, vai ditar a sobrevivência às empresas. Isso envolve claro um esforço sobre-humano para mudar a cultura de marketing nas organizações.
Você acredita nisso? Dê a sua opinião.
C&S: Na televisão, de um modo geral, o que você acha que falta na programação? Sônia: A gente está vivendo uma crise, um momento de transição como um todo. Você vê que a maioria as novelas se repetem, os programas de auditório não conseguem uma nova saída, o público começa a reclamar da monotonia e busca opções no canal a cabo - que também não está bom. Acho que o jornalismo ainda é o que salva.
C&S: Você acha que essa crise é por conta de falta de espaço por parte das emissoras ou falta de gente que queira fazer diferente?
Sônia: Falta de um novo olhar, de nova maneira de se tratar os assuntos. Se você inova muito, o público estranha e não recebe. Se você repete as coisas que já deram certo, o público se aborrece muito fácil e deixa de assistir. Então, o que é exatamente novo que pode prender como as velhas fórmulas consagradas - que não podem se repetir à exaustão - a gente ainda não sabe. Esse é um momento de busca.
C&S: Quanto pesam a opinião do público e a audiência no formato de um programa?
Sônia: O público pesa muito. O IBOPE, claro, é igual a boletim. Se você for se basear só nele, você está perdida, porque é exatamente isso, o público hoje é flutuante, altamente rotativo, também não sabe direito o que está procurando, como a gente também não sabe direito o que oferecer. Por causa da guerra de audiência, o pessoal esgotou todas as fórmulas que tinham nas mãos e dá essa sensação de cansaço.
C&S: Qual você acha que deve ser o papel da televisão brasileira?
Sônia: Acho que o papel de todo o veículo de comunicação é informar e opinar. Quanto mais profissionais de opinião esclarecida, bem informada e bem formada a respeito dos mais variados assuntos, melhor. Vivemos num país de tão pouca instrução, de um nível educacional tão precário. Isso faz com que as pessoas sejam mais facilmente manipuladas. O público brasileiro é muito intuitivo, é a tal da sabedoria popular. Se você pisa muito na bola, se pega um caminho que não é legal, você dança. O telespectador é senhor do controle remoto.
Entrevista de Naísa Modesto a Sonia Abrão no Portal Catho.
É Crise...
Marcadores: Informação, marketing, mercado
quinta-feira, agosto 16
Há quanto tempo você não compra um CD?

Eu digo CD original, claro!
Eu me fiz essa pergunta quando estava escrevendo o meu trabalho final de curso, cujo tema é a Fragmentação das Mídias. Talvez essa pergunta também tenha surgido porque eu estava ouvindo um DVD pirata do U2, quem sabe. (essa parte não era pra eu ter falado, mas tudo bem).
Mas falando sério, em recente artigo da Revista inglesa Prospect, há algumas colocações interessantes sobre a questão da diminuição brusca do lucro das gravadoras, que afeta até as rádios devido ao não pagamento do famoso jabá. Vender CDs sempre foi um bom negócio, pois as grandes gravadoras tinham o mercado nas mãos, principalmente a EMI, Warner, Sony e Universal. Mas agora essa industria está cambaleando. As gravadoras mergulharam num processo de desfusões, demissões e outros ôes para poder sobreviver mais um tempo. Veja alguns dados:
- No primeiro trimestre de 2007, o mercado para os 200 CDs mais vendidos no Reino Unido encolheu em 20% comparado com o mesmo período em 2006. Nos EUA, as vendas de CDs em 2007 caíram 15%; na França, 25%; e no Canadá, 35%. O mercado alemão, que já foi o maior da Europa, agora não ultrapassa o da Holanda.
- Os números mais recentes dos EUA revelam que, apesar de os downloads pagos serem cada vez mais populares - subindo 75% em 2006 - o aumento na demanda está diminuindo. E enquanto o valor total das vendas de música em todos os formatos permaneceu mais ou menos estável em 2004 e 2005, caiu em mais de 6% em 2006.
- No espaço de cinco anos, os 82 milhões de alemães tornaram-se uma nação de copiadores de CDs, pagando centavos por discos que antes custavam cerca de US$ 28 (R$ 56).
Fatores favoráveis para a grande contribuição no declínio da industria fonográfica foi a pirataria on-line desencadeada pelo Napster por exemplo. Outro fator foi o compartilhamento de arquivos e logo mais a formação do mercado democrático que temos hoje capitaneada pelo iTunes, dentre outros.
Vídeos e música
Vídeos e musica sempre fizeram um bom par. Não é a toa que a MTV sempre abocanhou bons lucros. Mas agora, o mercado de Vídeo também começa sofrer ao mesmo ataque democrático que a industria de música. Com a chegada do Youtube e tantos outros sites de compartilhamento de vídeos, vários artistas anônimos estão se beneficiando com a capacidade viral da internet para se projetarem, muitas vezes, sem gravadoras. A banda de rock americana OK Go tornou-se um fenômeno de vendas. O motivo? Um vídeo caseiro, que mostrava os 4 músicos da banda dançando uma coreografia ridícula para a faixa A Million Ways. O clipe - gravado no quintal da casa de um deles - foi parar no YouTube, onde em pouco tempo foi acessado mais de 10 milhões de vezes e tornou-se o vídeo musical com maior número de visitas já registrado.
E quem dita essa audiência? O próprio usuário. Essa é a diferença entre o mercado de música antigo, que impunha um sistema e o novo mercado que depende da democrática e viral capacidade da internet de atingir várias pessoas.
Cris Anderson, autor do livro A Cauda Longa, diz enfaticamente: “Os sucessos de antigamente aconteciam muitas vezes pela falta de alternativa para o consumidor”. Agora acontece o contrário: todo mundo pode escolher o que ver, ouvir, ler, quando quiser, do jeito que bem entender. Ninguém impõe mais nada. A escolha é do freguês.
Novas tendências de mercado
A maior parte das bandas, independentemente do sucesso, agora tira seu dinheiro do trabalho ao vivo e das oportunidades de merchandising associadas a ele, em vez dos discos.
O enfoque não é na música. A música é o cardápio, que está nele incluso merchandising, entretenimento e popularidade. Veja dados:
Desde 1999, o número de ingressos vendidos para shows nos EUA subiu mais de 100%. Novos meios de distribuição de música - como ringtones para celulares ou trilhas sonoras de videogames - vêm crescendo a cada ano. Cada vez mais, os artistas percebem que não precisam das gravadoras.
Mas não pense que essa novela acabou. Ainda há o capítulo onde as gravadoras irão querer dar o troco. É crise.
Danilo
Marcadores: Informação, inovação, mercado
sexta-feira, julho 6

Riqueza x Pobreza: qual é a lógica?
Às vezes eu fico pensando onde vai parar tanta tecnologia. Tantos recursos, tantas máquinas, tantos avanços, softwares...
Por outro lado fico em crise e questionando por que temos tantos recursos e eles na sua maioria não chegam a uma massa de pessoas.
Resolvi pesquisar o assunto. Como eu já havia lido uma reportagem de Jeffrey Sachs (renomado pesquisador amercicano na revista Scientific American, exponho aqui a questão. O Prof. Sachs fez algumas constatações quanto a pobreza:
A primeira questão é histórica, ou seja, quase todas as pessoas que viveram ao longo da história foram tremendamente pobres. Isso é histórico.
Já a partir da Revolução Industrial (1750) , novos conhecimentos científicos e inovações tecnológicas permitiram que uma proporção crescente da população global rompesse os grilhões da pobreza extrema. Ou seja, a tecnologia vem contribuindo e muito para a sobrevida das populações.
Outro detalhe importante é que um cada seis habitantes ainda luta por condições básicas de sobrevivência. Essas pessoas vivem com 1 dólar por dia ou menos, sendo ignoradas pelos serviços públicos na saúde, educação e infra-estrutura. Cada dia, mais de 20 mil morrem por falta de comida, água potável, remédios ou outras necessidades essenciais. Significa que o caminho ainda é longo.
Outra constatação do professor é que pela primeira vez na história, a prosperidade econômica global, proporcionada pelo progresso científico e tecnológico contínuo e pela acumulação auto-reforçadora de riqueza, trouxe ao mundo a perspectiva da total eliminação da pobreza extrema.
Ainda outra questão é que com investimentos governamentais em escala global, poderia-se reduzir a pobreza extrema até 2025, segundo relatório publicado pela ONU no projeto a qual o professor faz parte.
Para isso, uma nova economia, a economia clinica (aliada com ciência) está emergindo. De forma semelhante a medicina, os economistas do desenvolvimento precisam de uma melhor capacidade de diagnóstico para reconhecer que as patologias econômicas têm uma ampla variedade de causas, inclusive muitas fora do alcance da prática econômica tradicional.
Corrupção: alguns economistas argumentam que a pobreza persiste porque os governos deixam de abrir seus mercados, fornecer serviços públicos e combater a corrupção. Se esses regimes arrumassem a casa, tais países floresceriam. Os programas de ajuda para o desenvolvimento se tornaram, em grande parte, uma série de palestras sobre a boa governança.
Mas não só a governança ameaça o crescimento econômico. A geografia - incluindo recursos naturais, clima, topografia e proximidade das rotas comerciais e grandes mercados - é pelo menos tão importante quanto a boa governança. Em 1776, Adam Smith já argumentava que altos custos de transporte inibiam o desenvolvimento nas áreas do interior da África e da Ásia.
Outra questão importante é equilibrar o binômio crescimento econômico x distribuição de renda. A renda média pode aumentar, mas se ela for distribuída desigualmente, os pobres poderão pouco se beneficiar, e os bolsões de pobreza extrema persistirão (especialmente em regiões geograficamente desprovidas). Além disso, o crescimento não é um simples fenômeno de livre mercado. Ele requer serviços públicos básicos: infra-estrutura, saúde, educação e inovação científica e tecnológica. O gasto governamental, direcionado a investimentos em áreas críticas, é em si um incentivo vital ao crescimento, especialmente se seus efeitos atingirem a população mais pobre.
A África talvez seja o continente mais instável para a aplicação e redução de estratégias me minimização da pobreza. A tecnologia para superar essas desvantagens e dar partida no desenvolvimento econômico existe. Segundo estudo do professor Sachs, a malária pode ser controlada com mosquiteiros, pesticida borrifado nas casas e remédios melhores. Áreas castigadas pela seca na África, com solos pobres em nutrientes, podem se beneficiar muito da irrigação gota a gota e do maior uso de fertilizantes. Países sem acesso ao mar podem ser interligados por redes de rodovias, aeroportos e cabos de fibra óptica. Mas todos esses projetos custam dinheiro, é claro.
Somando tudo, a necessidade total de ajuda ao redor do globo é de cerca de US$ 160 bilhões (gulp!) ao ano, o dobro dos US$ 80 bilhões do orçamento atual de ajuda dos países ricos. Esta cifra representa cerca de 0,5 % do Produto Interno Bruto (PIB) combinado das nações doa-doras afluentes.Ela não inclui outros projetos humanitários, como a reconstrução do Iraque pós-guerra ou a ajuda às vítimas do tsunami no oceano Índico. Para atender também a essas necessidades, uma cifra razoável seria 0,7 % do PIB, aquela que países doadores há muito prometem sem cumprir.
Se as nações ricas deixarem de fazer esses investimentos, receberão pedidos de ajuda de emergência praticamente para sempre. Elas enfrentarão a fome, epidemias, conflitos regionais e a disseminação de refúgios terroristas. E não apenas os países pobres, mas também elas próprias estarão sendo condenadas à instabilidade política crônica, emergências humanitárias e riscos à segurança.
O debate está agora passando do diagnóstico básico da pobreza extrema e dos cálculos das necessidades financeiras para a questão prática de como prestar melhor o auxílio. Muitos acreditam que as tentativas de ajuda falharam no passado e que é preciso cuidado para evitar a repetição dos erros. Algumas preocupações são fundamentadas, mas outras são alimentadas por mal-entendidos.
Segundo o professor Jeffrey Sachs, a sociedade ocidental tende a pensar na ajuda externa como um dinheiro jogado fora. Mas, se fornecido de forma apropriada, é um investimento que um dia trará retornos enormes, à semelhança da ajuda americana à Europa ocidental e leste da Ásia após a Segunda Guerra Mundial. Ao prosperarem, os atuais países pobres não dependerão mais da eterna caridade. Eles contribuirão para o avanço internacional da ciência, tecnologia e comércio. Eles escaparão da instabilidade política, que os deixa vulneráveis à violência, tráfico de drogas, guerra civil e até à tomada do poder por terroristas. A segurança dos países ricos também aumentará. Como escreveu o secretário-geral da ONU, Kofi Annan: "Não haverá desenvolvimento sem segurança, e não haverá segurança sem desenvolvimento".
Trazendo pro lado econômico e de consumo, há algumas teorias de do Professor e consultor C.K. Prahalad que confirmam que as empresas devem investir na baixa renda e nos mercados de massa. Segundo o ele, que atua na Universidade de Michigan e é um dos maiores pensadores do mundo dos negócios da atualidade, a grande conseqüências da democratização do comércio vai ser a queda significativa do preço das mercadorias em todo o mundo. Segundo ele, em 10 anos, a redução nos EUA pode chegar a 40%! De um lado, isso vai erodir a margem de lucro das empresas. De outro, vai permitir que uma camada maior da população tenha acesso a produtos antes restritos aos segmentos mais ricos da sociedade.
A área de produtos eletrônicos é um exemplo típico dessa tendência. DVDs que custavam 500 dólares há 3 anos, hoje podem ser comprados por um décimo do valor. O mesmo acontece com os computadores, as televisões e os aparelhos de som. A grande questão nesse caso é: será que essa tendência também vai acontecer na área de serviços?
Percebe-se que a pobreza e as relações de consumo devem ser olhadas bem de perto. Começamos a verificar aqui no Brasil que não é aconselhável abrir o crédito, como fez o governo, sem preparar a população para a facilidade do dinheiro. É a aquela história de ensinar a pescar. Se os governos não educarem as pessoas para a onda de crédito farto, que é um dos motes dos economistas para a redução da pobreza, teremos uma onda de consumo mundial ainda maior, que hoje já é um problema e, que, contribui para as dificuldades das questões ambientais.
Tire suas próprias conclusões.
Danilo Mota
Marcadores: mercado, pesquisa
quarta-feira, junho 6
Pra quem acompanha bem o inglês, assistam a esse vídeo que está sendo replicado no mundo todo sobre o duelo de titãs: Steve Jobs e Bill Gates frente -a- frente. Confiram!
Acesse o link:
http://link.brightcove.com/services/link/bcpid452319854/bctid958634947Marcadores: mercado, Mídia
segunda-feira, maio 28
Crise: Qual é a do Google?
Objetivo do Google de ajudar a organizar vida das pessoas causa preocupaçãoLondres, 24 mai (EFE) - O objetivo anunciado pelo Google, o maior site de buscas do mundo, de ajudar as pessoas a organizar suas vidas, uma espécie de "Big Brother" do bem, causa preocupação nos defensores da privacidade.A empresa americana pretende criar a mais completa base de dados de informações pessoais sobre seus usuários.O objetivo, como explicou esta semana no Reino Unido o presidente do Google, Eric Schmidt, é ajudar os usuários a decidir, por exemplo, como usar seu tempo livre no dia seguinte ou qual trabalho escolher em determinado momento da vida.Fontes do Google no Reino Unido disseram que, por enquanto, não há um projeto concreto, mas simplesmente uma proposta apresentada em 1º de maio, denominada "iGoogle".O produto é uma espécie de Google personalizado com acesso ao histórico de buscas do usuário, ao e-mail do Gmail e ao calendário.O Google reconhece que o projeto está em fase adiantada no gerenciamento da informação que a empresa conseguiu reunir sobre seus usuários."Os algoritmos vão melhorar e com eles, a personalização", disse Schmidt.A intenção do Google foi anunciada ao mesmo tempo em que foi divulgada a informação de que a empresa investiu cerca de US$ 4 milhões em uma pequena firma de pesquisa genética chamada 23andMe.Uma das fundadoras desta companhia, Anne Wojcicki, casou-se no começo de maio com Sergey Brin, co-fundador do Google.A combinação do perfil genético e do histórico de internet de uma pessoa podem tornar-se uma importante ferramenta para determinar o comportamento futuro de qualquer usuário da rede.Este ano, o principal rival do Google, o Yahoo!, revelou seu próprio projeto de tecnologia de busca, conhecido como Projeto Panamá, que analisa os principais interesses dos visitantes em seu portal de internet para elaborar, com eles, um perfil pessoal.Os defensores da privacidade temem que o acúmulo de dados pessoais na internet represente uma invasão crescente e clandestina das liberdades civis.A preocupação foi intensificada, segundo o jornal "The Independent", pela oferta de US$ 3,1 bilhões lançada pelo Google sobre a companhia de publicidade na internet DoubleClick.A companhia consegue elaborar a imagem do comportamento de uma pessoa, combinando o histórico de busca na rede com informação dos cookies, códigos que permitem conhecer os interesses dos usuários segundo as páginas que visitam.De acordo com o jornal, o organismo que representa as agências européias de proteção de dados pessoais escreveu ao Google para solicitar mais informação sobre sua prática de retenção de dados.Um porta-voz do organismo britânico de proteção de dados não confirmou o conteúdo da carta e limitou-se a dizer que se tratava de uma resposta ao anúncio feito pelo Google de que não reterá informação pessoal dos usuários por mais de dois anos.Em várias análises e editoriais hoje, a imprensa britânica demonstra preocupação com a quantidade de informação que o Google já manipula graças a várias bases de dados.As informações abrangem desde os conteúdos dos e-mails do Gmail até as buscas realizadas pelos usuários ou detalhes dos cartões de crédito no sistema de pagamento pela internet Google Checkout.
site da BBC.
Marcadores: discussão, mercado
quarta-feira, maio 23
Dados de abril apontam marca de 21 horas e 44 minutos por usuário na web
22/05 - 12:25
O Ibope Net/Ratings anuncia um novo recorde na internet brasileira. Segundo informações do Instituto o mês de abril alcançou a marca de 21 horas e 44 minutos por usuário na web. Esse é o maior período de utilização da internet desde setembro de 2000, e faz com que o País na liderança de uso doméstico em todo mundo. O tempo é 49 minutos (ou 3,9%) maior se comparado com março.O número de pessoas com acesso à rede mundial continou em 25 milhões de brasileiros, enquanto os que possuem acesso à web em qualquer ambiente (casa, trabalho, escolas, universidades e outros locais) variou 0,8% - passando de 32,9 milhões para 33,15 milhões. O crescimento anual de horas navegadas é de 11,8%. Segundo Alexandre Sanches Magalhães, coordenador de análise do Ibope, “a influência de melhores conexões e conteúdos mais atrativos e que demandam mais tempo do usuário ajudam a explicar esse novo recorde”. Estados Unidos, com tempo médio por internauta residencial de 18h49min, França, com 18h32min e Espanha, com 18h30min, ficaram na segunda, terceira e quarta colocação por tempo de utilização, respectivamente.
Marcadores: internet, mercado, Mídia

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